Anencefalia: Crime ou solução?

Fala Pensadores. Essa semana o que está causando polêmica é a votação no STJ (Supremo Tribunal Federal) em aprovar ou não a liberação de aborto em casos de gravidez de bebês anencéfalos (sem cérebro). Como muitos ainda estão por fora do assunto, esse post é para explicar o que é Anencefalia para que você possa pensar e ter a sua opinião.

Anencefalia é a ausência de grande parte do cérebro e do crânio.Também chamada de aprosencefalia com crânio aberto, a anencefalia é um defeito do tubo neural que ocorre nos primeiros estágios do desenvolvimento do feto (entre o 16o e o 26o dias). Esta é a malformação fetal mais comumente relatada. Os defeitos do tubo neural envolvem o tecido que cresce dentro do cérebro e da medula espinhal. O bebê pode apresentar algumas partes do tronco cerebral funcionando, garantindo apenas algumas funções vitais do organismo. A anencefalia é fatal. Com raríssimas exceções, bebês com anencefalia têm expectativa de vida muito curta.


A anencefalia acontece quando a parte superior do tubo neural não consegue se fechar. Não se sabe por que isso ocorre. As causas possíveis incluem toxinas ambientais e baixa ingestão de ácido fólico durante a gravidez. A anencefalia ocorre em cerca de 4 a cada 10 mil nascidos. O número exato é desconhecido, porque em muitos dos casos ocorre o aborto natural. Mães diabéticas têm seis vezes mais probabilidade de gerar filhos com anencefalia. Mães muito jovens ou com idade avançada também têm o risco aumentado.

A malformação fetal pode ser diagnostica com precisão a partir da 12a semana de gestação, quando a ultrassonografia já permite a visualização do segmento cefálico do feto e a quantidade de líquido amniótico. A presença de muito líquido amniótico, uma condição conhecida como polihidrâmnio, pode sugerir problemas com a gravidez. No feto, os sintomas são:

Ausência de crânio;
Ausência de cérebro (hemisférios cerebrais e cerebelo);
Anormalidades das características faciais, e
Defeitos do coração.

A anencefalia pode ser identificada com a ajuda de teste sorológico de ácido fólico pré-gravidez, amniocentese (feito na mãe para determinar se os níveis aumentados de alfa-fetoproteína estão presentes), checagem dos níveis de alfa-fetoproteína durante a gravidez (níveis aumentados sugerem defeito no tubo neural), checagem dos níveis de estriol na urina durante a gravidez e ultrassom para confirmar o diagnóstico. Não há tratamento específico recomendado, já que a doença é fatal. Mulheres que pretendem ter filhos devem tomar ácido fólico três meses antes de engravidar e no primeiro mês de gravidez para reduzir em até 50% os riscos de defeitos no tubo neural.

O caso Marcela

Um dos casos mais famosos de anencefalia é o da brasileira Marcela de Jesus, de Patrocínio Paulista. Marcela não tinha córtex cerebral, apenas o tronco cerebral, que garantia funções básicas como respiração e batimentos cardíacos. Contra todos os prognósticos, Marcela viveu 1 ano, 8 meses e 12 dias.

Fonte: UOL

Agora que conhecemos um pouco mais sobre o assunto podemos tentar criar um opinião. Ao meu ponto de vista, sou contra o aborto, indiferente de ser cristão ou não, mas é muito difícil tomar essa decisão em todos os patamares possíveis. Somente os pais que passaram por isso (ou os que passam) sabem o que é sentir a angústia de ter um filho com um problema tão sério. Por outro lado, abortar é o mesmo que assassinar, tirar a vida de alguém não deve ser uma escolha nossa. Politicamente abrir essa lacuna pode gerar uma brecha para que qualquer pessoa possa abortar um filho, nesse caso a Lei deve ser escrita e redigida muito bem para não dar esse espaço, caso a Lei seja aprovada.

Acredito que ter a experiência do nascimento, de poder ver,  pegar seu filho, dar um nome e conversar com ele ainda na barriga demonstrando seu amor (mesmo que morra após o nascimento) é uma lembrança muito melhor do que lembrança que você o matou sem mostrar o quanto o amou.

Deixe sua opinião, nos conte o que pensa sobre o assunto!

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6 comentários em “Anencefalia: Crime ou solução?

  1. Solução. Nao sou sádica para fazer questao de colocar um ser no mundo que só vai vegetar, nem masoquista para gostar de sofrer com essa situação!

  2. A reportagem, querendo ser informativa, não pode trazer tanta opinião do autor. O texto está cheio de opiniões que o autor deu “meio que sem querer”.
    Isto contamina a reflexão.

  3. Realmente só quem passa por isso é que sabe a dor…, estou passando por isso, sei que abortar é pecado , mas sinceramente , não vou suportar passar nove meses com essa angustia, é muito doloroso, acho que não aguentaria, é muita dor, dor de maiss, não é fácil, é cruel, como que vou conseguir demonstrar amor a criança se simplesmente eu só vou conseguir sofrer e sofrer…, a criança se vai sentir meu amor vai sentir tambem o meu sofrimento, vai sofrer junto comigo. Mas uma criança assim pelo o que eu já li, apenas vegeta, não terá sensações de nada. Então o melhor nesses casos é evitar o sofrimento para ambas as partes. Que Deus me perdoe , mas não conseguirei ir em frente. Jamais eu me limitaria ter um filho cm deficiencia mas nesse caso, a criança não esta somente com a deficiencia e sim esta condenada a morte, a mote ja dentro de mim ou depois que sair de dentro de mim. Só quem passa por isso é que sabe o quanto é uma situação dificil.

    • Fabiana,

      Me emocionei muito ao ler seu comentário, realmente não posso imaginar o que passa em seu coração, mas eu sei que nosso Deus é o Deus do impossível e Ele sempre nos escuta. Converse com Ele, entregue todos os seus temores e vontades, Ele te dará força para passar por tudo isso.

      Eu estarei orado por você! Ouça essa canção, essa é uma mensagem especial de Deus para você. Fique na Paz.

  4. Olá, eu passei por isso em 2010 e eu sei tudo o que você está passando, tudo passa pela sua cabeça, no meu caso ate pensei em me matar, porque na época não era permitido o aborto, ate entrei na justiça porém eles disseram que “Se a natureza me deu assim que eu esperasse ela me tirar” e assim se estendeu por 7 meses ate que devido a tanta pressão acabei entrando em depressão e isso me ocasionou vários problemas de saúde inclusive pressão alta, acabei indo às pressas pra maternidade pra fazer uma cesariana pois senão poderia morrer, onde acabou acontecendo o inevitável meu filho nasceu e morreu no dia 04/12/2010. Nunca vou esquecer esta data pois foi o pior dia da minha vida e por não ter feito o aborto antes de tudo isso acabei tendo que o fazer todo o processo de uma falecimento, como, tirar certidão de nascimento , certidão de óbito, comprar caixão, etc…
    Tudo muito doloroso

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